Transporte público

 

Para a auxiliar administrativa Marlene Fonseca, que utiliza o ônibus diariamente para ir ao trabalho, quem enxerga melhoras no transporte público são apenas os donos das empresas que prestam o serviço. Os usuários sofrem com ônibus lotados, descumprimento dos horários e pequena frota de ônibus. “A passagem aumenta, mas a qualidade ainda é péssima”, reclama.

 

No metrô, que deveria ser um transporte mais rápido e longe dos congestionamentos, não é diferente. “O metrô vem superlotado e muitas vezes não conseguimos nem segurar. Não lembro uma vez que eu consegui sentar no metrô.

 

Além disso, para pegar o ônibus que faz a integração com o metrô da capital [linha 105 – Estação Central/Lourdes] o usuário enfrenta uma enorme fila para entrar e, mesmo o ônibus já estando cheio, os passageiros ainda têm que esperar o horário da partida. "Muitas pessoas querem ainda entrar, mas não há espaço”, relata a recepcionista Neide de Souza que diariamente utiliza dois ônibus de integração, além do metrô para chegar ao trabalho.

 

Para o professor Nilson Tadeu Nunes, Belo Horizonte precisa ter em sua matriz de transportes públicos, um sistema de massa, como em outras capitais do mundo, inclusive São Paulo e Rio de Janeiro. “Como a área de BH está toda consolidada, a única solução é fazer o metrô subterrâneo”, afirma.