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Estado de calamidade poderá não ter fim

22-11-2010 19:46

por  Pâmela Lorentz

 

Os acidentes e congestionamentos no Anel Rodoviário são comuns ao dia-a-dia do Belorizontino e este problema está longe de ser resolvido. De acordo com o DNIT a obra que revitalizaria o Anel poderá não ficar pronta até a copa de 2014.

  

O motivo, segundo o site da Rádio Itatiaia, é que o edital para as obras deverá ser reformulado e a licitação só deve sair em junho/2011. A alteração do antigo edital, ocorreu devido a constatação, pelo do Tribunal de Contas, de irregularidades na licitação, cancelada em 16 de julho deste ano.

  

Considerado uma das vias mais importantes, o Anel foi construído para ligar as rodovias federais à capital mineira. Mas por um erro de planejamento o Anel Rodoviário foi sufocado pela cidade, e hoje é uma das principais vias de acesso às Regiões Metropolitanas. Cerca de 100 mil veículos por dia trafegam a rodovia.

Educação no trânsito: a chave para o fim dos congestionamentos?

22-11-2010 19:28

BHTrans aposta em campanhas de educação no trânsito para combater os engarrafamentos, porém números de carros e acidentes não apresentarem melhoras

 

por Daiara Baldoni

 

A BHTrans, empresa que gerência o trânsito em Belo Horizonte, acredita que a solução para um tráfego com maior fluidez e segurança pode estar na educação no trânsito.  Regularmente campanhas educativas com a finalidade de conscientizar a população são promovidas.

 

Divulgações incentivando pedestres a utilizar a faixa ou motoristas a não consumir álcool à fim de evitar acidentes, além de campanhas mais abrangentes como a “Que papelão” em que equipes da Gerência de Educação (GEDUC) se posicionavam em frente às escolas e simulavam comportamentos incorretos no trânsito e como eles atrapalham a mobilidade do tráfego. Pessoas dirigindo e falando ao celular ou pais que param em filas duplas eram exemplos de conduta inadequada no trânsito.

 

Já a Jornada Internacional “Na cidade sem meu carro” visa uma reflexão de como o excesso de veículos causam impactos negativos para toda a cidade. A campanha, que é realizada sempre no dia 22 de setembro, promove debates sobre mobilidade, poluição, preservação ambiental e qualidade de vida.

 

Segundo o portal BHTrans, “a educação para o trânsito é essencial para o processo de geração de novos comportamentos socioculturais que resultarão em espaços de convivência mais harmoniosos e na redução do número de acidentes, modificando o contexto de disputa travado atualmente nas vias públicas de nossas cidades”. Porém, o número de automóveis em Belo Horizonte só aumentou. De 2005 até 2008, são quase 250 mil veículos a mais nas ruas da capital e os acidentes também. No mesmo período, houve um acréscimo de mais de três mil acidentes de trânsito.

Freio na buzina

22-11-2010 17:28

 

Você já ficou irritado com o buzinaço durante um engarrafamento? Pois é, em alguns estados nordestinos, como Pará, as buzinas de automovéis lideram ranking de reclamações.

 

por Adriana Ferreira 

 

O barulho das buzinas do veículos estão entre as reclamações mais frequentes relacionadas à poluição sonora. A impaciência dos motoristas no transito muitas vezes é descarregada no barulho que serveria, de inicio, para  chamar a atenção de imediato em alguma ocasião de perigo que possa ocorrer ou para ‘assustar’ animais na pista. O ruido máximo legal para uma buzina seria de 50 decibéis durante o dia e de 55 a noite, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Mas, de acordo com a orgazização, isso tem ultrapassado para cerca de 90 decibéis. Não há ouvido e cabeça que suporte. 

 

O MotorClube selecionou algumas dicas de como usufrir de maneira correta o item de segurança:

Fonte: Equipe MotorClube


1 - Não use na frente de hospitais
 e outros locais onde há a placa indicativa de proibição. É obvio, mas muitos ignoram.

2 - Chegou no prédio para chamar a namorada? Não buzine! Deixe a preguiça de lado, estacione e vá até a portaria. Ou então, use o celular. O local é perigoso para ficar esperando? Combine o horário antes de chegar ou dê um toque no celular quando estiver próximo.

3 - Abriu o sinal e tem um carro na frente? Buzina! Ôpa... isso não. Tem motoristas que ao abrir o sinal querem que, em uma fração de segundo, o motorista da frente dê uma largada de Fórmula 1. 

4 - O trânsito está lento? Não adianta buzinar. Você só vai ficar irritado e irritar os outros. Se buzina fosse mágica, nenhuma cidade grande teria engarrafamento.

5 - Em muitas situações o mais coerente é piscar o farol alto. Em alguns casos consegue chamar mais a atenção do que a buzina.

6 - Utilize toques curtos em algumas situações. O toque curto pode alertar sem irritar tanto e pode até mesmo ser cortês. Quanto mais longo o toque, mais alto o som fica.

7 - Seu time ganhou o jogo? Buzinaço não! Se for uma região residencial você pode acordar um bebê dormindo ou alguém doente. Respeite os outros. Se for final da copa do mundo... xi... é complicado!

 

A passos de tartaruga

22-11-2010 15:51

por Ana Carolina Dias

 

Dados da BHTrans mostram que a velocidade média, no horário de pico da manhã, nos principais corredores de circulação de veículos diminui a cada ano. O órgão responsável pelo trânsito em Belo Horizonte fez levantamento em 17 vias. A Rua Niquelina, no Bairro Santa Efigênia, foi apontada como a de tráfego mais lento no período analisado, com velocidade média de 13,42 km/h.

 

Até pistas criadas para liberação do trânsito, como a Via Expressa, aparecem com baixa média de circulação de tráfego, com média de 24,5 km/h. Nem mesmo os corredores mais antigos fogem das retenções. Na Avenida Afonso Pena, o ritmo dos carros é, em média, de 32 km/h para quem segue em direção ao Bairro Mangabeiras. A planilha da BHTrans com essas informações foi elaborada em 2009 e leva em conta apenas a circulação de automóveis.

 

Uma das principais causas dessa lentidão é o grande aumento da frota. Na última década, a quantidade de veículos em BH passou de 655 mil para quase 1,3 milhão. De acordo com dados do Censo 2010 do IBGE, atualmente a capital mineira possui um veículo para cada 1,7 habitante.

 

Mas o maior volume de automóveis que circulam na cidade todos os dias não é a única causa associada à desordem no trânsito. A verticalização também pode ser considerada um problema que reflete no tráfego. Locais que não possuem ruas e avenidas suficientes cresceram de forma desordenada, principalmente com a construção de prédios. Sendo assim, um maior número de famílias habita bairros como Santo Antônio e Buritis, possuem, mas as condições de tráfego para entrada e saída das residências. 

 

Restos da carreta ainda permanecem na BR-040

19-11-2010 11:58

por Adriana Ferreira

 

Os destroços do acidente de ontem em que uma carreta desgovernada caiu no barranco no km 544 da BR-040, próximo ao posto da Mutuca, ainda estão na pista. O engarrafamento causado pelo acidente persistiu na manhã de hoje. Dois guinchos foram chamados para resgatar o veículo que estava dependurado na ladeira.

 

Quem tinha a pretensão de chegar em casa cedo ficou, no mínimo, sem paciência. O engarrafamento chegou próximo ao trevo do BH Shopping. O trecho que liga o bairro Belvedere aos principais condomínios residenciais de Nova Lima e Brumadinho tem sofrido constantes congestionamentos e acidentes graves. Só na semana do feriado, dois engavetamentos pararam o trânsito no local.

 

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o motivo dos acidentes na BR-040 é o excesso de velocidade, principalmente por parte de caminhoneiros e motoristas de veículos menores. As curvas fechadas do trecho também contribuem para a fama da estrada federal ser considerada perigosa.

  

Seguro contra acidentes no trânsito ainda é pouco conhecido

19-11-2010 11:26

por Pâmela Lorentz

 

Pouca gente sabe, mas há um seguro criado em 1974 para indenizar as vítimas de acidentes de trânsito no Brasil: é o DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre). Segundo o site oficial do seguro, são beneficiados pela lei aqueles que apresentam invalidez ou morreram por acidente causado com veículos automotores, ou seja, carros, ônibus ou caminhões. Já acidentes causados por bicicleta, trens, barcos e aeronaves, além de automóveis estrangeiros ou de incidentes fora do território nacional, não estão previstos na lei.

 

Para as vítimas do trânsito que não comprove invalidez ou morte, o seguro cobre apenas os gastos com atendimento hospitalar. Foi o que aconteceu com Luciana Otoni, 26 anos, que a cerca de quatro meses sofreu um acidente provocado pelo elevador do ônibus 2256 – São João Batista. Ela conta que o socorro foi rápido e que não tinha conhecimento da existência do seguro. “Fiquei sabendo que tinha o direito ao DPVAT após receber a ligação de várias seguradoras querendo ajudar, algumas até justificaram que eu teria direito a uma indenização” afirma.
 
Segundo o site do seguro, os acidentados devem procurar o DPVAT e fazer o pedido do reembolso e/ou da indenização e não é preciso intermediários para conseguir o benefício, já que o mesmo é garantido por lei e deve ser pagos pelos responsáveis pelo acidente.

 

Chuva e trânsito causam problemas na capital em dia de Enem

19-11-2010 11:22

por Daniel Ottoni

O trânsito conturbado, causado pela chuva que atingiu a capital mineira no último final de semana, gerou atrasos a alguns alunos que fariam a prova do ENEM. Cerca de 70 estudantes não chegaram à tempo à PUC Coração Eucarístico e não puderam entrar para fazer a prova.

Já na Faculdade Pitágoras, as provas começaram atrasadas devido às chuvas.

 

 

Falso perfil da BHTrans no Twitter gera confusão

19-11-2010 11:16

por Ana Carolina Dias

 

Em Belo Horizonte, quando você precisa de informações precisas sobre a situação do trânsito, a fonte mais confiável é a BHTrans. Na internet, isso pode não ser bem assim. A liberdade proporcionada pelas redes sociais é positiva e gera troca de informações importantes, porém, sempre existe um jeito de subverter a ordem natural das coisas.

 

O Twitter @bhtrans é um perfil falso, criado com o intuito de divulgar dados errôneos, além de informar situações inusitadas que teoricamente aconteceriam no trânsito da capital mineira. Comentários como: “(...) ignorância gera ignorância. Vamos mudar o sentido da Rua da Bahia para retaliar sua raiva” e “A nossa Caixinha de Natal esse ano precisará ser reforçada com reboques, a partir da próxima semana rebocaremos carros pela cor”, são pérolas postadas por um usuário desconhecido nessa conta da rede social.

 

Não existe outro perfil que divulgue informações verdadeiras sobre o trânsito em Belo Horizonte, por meio do órgão público responsável. Para saber sobre o tráfego de veículos na capital, os internautas devem acessar o Portal da BHTrans ou ainda na conta @ transitobh, que tuíta e retuíta fatos publicados por meios de comunicação e alguns órgão oficiais, como a Polícia Rodoviária Federal.

 

O fato de não existir um responsável oficial no Twitter, não faz com que as reclamações sobre a atuação da BHTrans sejam poucas. Uma simples busca com o nome do órgão e aparecem tweets como “(...) Cruzamentos engarrafados, sinais apagados, etc. Quando procuramos um BHtrans, nada.” e “(...) Tentei avisar BHtrans sobre falha semáforo ponto perigoso na entrada av. a. Carlos, conversão para UFMG. Ilusão falar lá!”, mostram a insatisfação de alguns cidadãos da capital mineira.

 

Veículo pesado é o novo alvo no trânsito de Belo Horizonte

19-11-2010 11:11

por Fábio Rocha

 

Com o trânsito de Belo Horizonte cada dia mais cheio de carros e motos, os veículos de carga pesada estão sendo retirados aos poucos de circulação para diminuir os congestionamentos na capital. O último local a ser proibida a circulação foi a região hospitalar da cidade. Segundo a BHTrans, a medida atinge os caminhões com capacidade maior que 5 toneladas e com comprimento igual ou superior a 6,5 metros. Até fevereiro do ano que vem, a proibição acontece das 7 às 9h e das 17 às 20h. Depois, a mudança passa a valer o dia inteiro.

 

Outros quatro pontos de Belo Horizonte já tinham sido restringidos pela regra, como o hipercentro, Barro Preto, Savassi e as áreas próximas da Assembleia Legislativa. Em entrevista ao jornal “Hoje em Dia”, o taxista José Dutra, que trabalha no hipercentro de Belo Horizonte, discorda das regras. Segundo Dutra, para não perder as entregas, as empresas de transporte vão substituir os veículos pesados pelos menores, o que acarretará em mais transportes nas ruas, aumentando o congestionamento.

 

O jornal “O Tempo” destacou a opinião de Ulisses Martins Cruz, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de Minas Gerais, que afirmou que as normas deveriam ter exceções. De acordo com Martins, proibir caminhões de mudança é um exagero, pois alguns condomínios não aceitam o transporte de cargas durante a noite.

 

De acordo com a BHTrans, algumas das principais vias da cidade também sofrerão as mesmas restrições, como as avenidas Raja Gabaglia, Contorno, Afonso Pena, Andradas, Prudente de Morais, Pedro II e Antônio Carlos. As mudanças vão acontecer até fevereiro de 2011.

 

Precariedade do transporte público é uma das causas dos congestionamentos em BH

18-11-2010 22:29

por Daiara Baldoni

 

A má qualidade do transporte público é apontada como uma das causas da intensidade do trânsito em Belo Horizonte. Poucos ônibus e apenas uma linha de metrô não conseguem suprir a demanda dos mais de dois milhões de belo-horizontinos.
 
Para o chefe do Departamento de Engenharia de Transporte da UFMG, Nilson Tadeu Nunes, a solução para controlar os congestionamentos em Belo Horizonte seria, a exemplo de outras metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro, a implementação de um sistema de transporte de massa. “Como a área de Belo Horizonte já está toda consolidada, a saída seria fazer o metrô enterrado. O investimento é alto, mas para o nível do trânsito em BH hoje, é a única solução”, afirma.
 
Segundo dados da BHtrans, mais de 150 mil pessoas passam diariamente pelas estações do metrô. Um número relativamente pequeno se comparado a outra grande metrópole. Em São Paulo, a estação mais movimentada recebe 720 mil usuários por dia, um número quatro vezes maior que todas as estações de Belo Horizonte.

 

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